sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Levantei-me e vesti-me em só 15 minutos e adentrei-me no frio do inverno. As luzes da rua iluminavam-me o rosto e e respirava um ar húmedo que dava a sensação de vazio. Não havia ninguém na rua, apenas eu, e os meus passos eram o único barulho que se ouvia na rua... Cheguei ao comboio, pus os auscultadores e o telemóvel a tocar.

Olhei para o meu redor, o comboio estava bastante cheio e naquela gente parecia a única que estava sozinha. Então ouvi "Tu és mais forte, e sei que no fim vais vencer, sim acredita, num novo amanhecer... Não tenhas medo sai a rua e abraça alguém, e vai correr bem, tu vais ver!", grande BossAC...

sábado, 31 de janeiro de 2015

I

O túnel ficava cada vez mais estreito, sem luz... A pouca luz que vira no fim há uns segundos desaparecera e eu continuava a andar para a frente, não percebia nada. As pessoas estavam cada vez mais angustiadas, sem espaço nem ar. Gritavam, esticavam os braços e empurravam-se; todos continuávamos a andar. Eu tinha uma lágrima no canto do olho; de repente, parei. Em vez de ser esmagada pela multidão estava sozinha de repente; com os braços para baixo, apertei bem os punhos para não começar a chorar, mas de nada servira. Olhei para o chão e vira uma pedra, peguei nela e apertei-a na mão, lembrando a frase de Fernando Pessoa “Pedras no caminho? Guardo todas, um dia, vou construir um castelo”. Então acordei.
É incrível como os sonhos podem reflectir o nosso estado de ânimo. Eram 4 da manhã, 4:00. Dei varias voltas na cama a tentar dormir mas não conseguia. 4:15, diziam os números verdes o meu despertador preto. E comecei a pensar no meu sonho. Assim me sentia eu... A gente que tinha a minha volta ignorava-me, não me dava importância; até parecia lutar contra mim. Mas no fundo eu estava sozinha, era estúpido deixar-me afectar por pessoas que não estavam. A ultima vez que olhara para o relógio eram 4:32. Até que acordei as 8:30 com o despertador a tocar, e já com alguma luz a entrar no quarto.

Já de manhã tudo se via diferente. A minha situação era só mais uma pedra; um pedregulho, da minha fortaleza. Já tem de estar quase pronta, pensei... Mais vale acabar de construir a minha fortaleza com 21 anos que com 30 e tal. Se calhar, de aqui a dois anos já estou a construir o meu castelo,  quem lhe dera a muitos. “Obrigado vida!” pensei, e levantei-me com o maior sorriso que conseguia fazer no momento, mesmo carregando o novo pedregulho do meu castelo.